Espertos eram os Gregos, que pararam para observar as estrelas...
A palavra é apenas uma representação da realidade. E, este blogue, não passa de um mero conjunto de palavras e textos.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
27
Hoje tive vontade de escrever sobre ti. Mas já não há palavras para gastar contigo. Talvez apenas um "sê feliz, que eu também vou ser". Sim. Era isto que faltava dizer.
Obrigada.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Página 41
Os dias são coisas muito misteriosas. Às vezes passam a correr, outras vezes parecem nunca mais chegar ao fim, e, no entanto, têm sempre vinte e quatro horas exactas.
In Alice, eu fui por Melanie Benjamin
sexta-feira, 3 de junho de 2011
26
Quando foi que a esperança deu lugar à estupidez? Ontem? Há um mês? Desde o princípio que foi estupidez? Não sei. Não importa. O que interessa é que é estupidez e que eu tenho que seguir em frente.
sábado, 21 de maio de 2011
25
Às vezes, tudo o que resta é escrever. Escrever até se gastarem as palavras. E aí, esperar. Pode ser que depois das palavras gastas, o coração acalme o suficiente para explicar à cabeça o que se passa de errado com ele.
24
Tenho um problema com finais. Nas histórias, por exemplo, nunca as consigo acabar. Quando escrevo um texto, não o acabo, volto ao início.
As coisas são cíclicas, a vida é cíclica. Não existe um verdadeiro fim. Vai sempre existir um ou outro pormenor que faz a história tomar um rumo diferente, tornando-a inacabável. A morte é o fim. Mas talvez nem isso seja um fim. Talvez seja apenas uma outra etapa com mais histórias encadeadas umas nas outras.
Talvez o que dizem seja verdade, o fim de uma coisa é o princípio de outra. Esse recomeço, faz com que não seja um verdadeiro fim, apenas uma nova história encadeada com a anterior. Uma nova história à espera de ser escrita, e à espera do seu final que não é um verdadeiro fim.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
23
Ninguém imagina a história pessoal de uma pessoa quando olha para ela.
Não pensamos no que aquela pessoa já viveu, nas situações a que sobreviveu, nas adversidades que a vida lhe impôs.
Aquela rapariga animada e divertida pode ter sofrido uma tentativa de violação. Aquele rapaz extrovertido e engraçado pode ter quase perdido a vida. Uma outra rapariga pode ter visto um dos melhores amigos a tentar morrer pelas suas próprias mãos, e pior que isso, a consegui-lo. Um outro rapaz pode ter visto a namorada ser vítima mortal de uma doença. Ou ainda uma outra rapariga pode ter sofrido de abusos de um familiar próximo. Ou um outro rapaz ter sentido necessidade de se prostituir. Nós não imaginamos o que cada um de nós já viveu.
É esse o maior problema do egoísmo humano. Só pensamos em nós, apenas os nossos problemas importam. Esquecemo-nos de ouvir os outros.
Alguns, para compensar este egoísmo, tornam-se demasiado altruístas. Querem que nós possamos desabafar com eles quando mais ninguém nos ouve. Mas esquecem-se de retribuir. Se nos apoiamos em alguém, gostamos que esse alguém também sinta confiança para falar connosco.
Pessoalmente, tenho dificuldade em falar sobre a minha vida pessoal, prefiro ouvir. Mas se alguém me oculta o que se passa consigo, não confia em mim para me contar o que se passa de errado, eu tenho tendência a ocultar ainda mais o que sinto ou vivi.
O problema dos preconceitos e pré-julgamentos é esse. Não pensamos na história pessoal do outro. Talvez, se fossemos mais atentos e sensíveis a quem nos rodeia, não excluiríamos tanto. Não agíamos ou falávamos sem pensar.
Ninguém pensa na história de vida de uma pessoa quando olha para ela.
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